Você está vivo, mas está vivendo?

 estilo de vida

Escrevo esse texto com o intuito de compartilhar uma experiência a qual não havia vivido e que me deu uma nova visão sobre viver.

Na verdade foi mais sobre:

Eu estou sobrevivendo ou realmente vivendo

[…]

Nesses últimos meses, tem sido bem difícil lidar com diversas coisas, muito aprendizado não só na vida, mas profissionalmente também.

A alguns meses, desencadearam coisas mal resolvidas que a tempos me assombravam, mas que era hora de resolver, pedir ajuda, é sábio, nem sempre sabemos lidar com algumas situações. Se alguém pode te ajudar a resolver, então procure ajuda. No meu caso foi uma ajuda profissional, que tem sido extremamente boa para o desenrolar dos fatos.

Então você está dizendo que pessoas são culpadas? Ou que alguém desencadeou isso?

De forma alguma, todas as pessoas que passam em nossas vidas, nos tornam quem somos, felizmente ou infelizmente, mas de forma geral, sou feliz por todas que passaram e por tudo o que me ensinaram. Se você fez parte disso, sou grato a você.

E como já dizia a Gabi:

Mar calmo nunca fez bom marinheiro

A vida é baseada em experiências e cabe a nós escolhermos se continuamos uma corrente de bondade ou maldade que nos foi passada. Coisas ruins sempre vão acontecer, inevitável, mas cabe a você e somente a você, propagar a boa ou a ruim.

Não… não… independente do que te falam ou de como te tratam ou de qualquer coisa, você sempre tem a opção de passar o bem a frente.

Você aprende a navegar na tempestade para que outros que você leve a navegar no barco da sua vida, sejam amenizados dos ventos fortes e de um mar turbulento.

Algumas vezes sendo atropelado pela vida ou pelo turbilhão de coisas que nos acontecem, deixamos o modo automático ligado, por que por mais que lutemos, a vida é dura e muitas vezes abala o casco do navio, por repetidos danos no casco, seguimos sem muita percepção da vida. Apenas vivemos, ou… sobrevivemos.

A sensação é de deixar a vida levar do jeito e como ela quiser, já que sempre se chega a algum lugar.

Isso rebate muito a minha visão sobre destino e sorte, um pouco retratada aqui.

Quando não reagimos e apenas sobrevivemos, acabamos nos perdendo, não sabendo nos descrever. Parece extremamente bobo, mas pegue um papel e descreva quem é você, depois de terminar, veja se aquilo que escreveu é realmente o que deseja se tornar ou o que sempre almejou. Muitos sonhos de criança ainda continuam ali, mas o modo automático só vai pra frente.

Um dia me dei conta que a minha autodescrição era extremamente díficil, que saber quem eu era, era mais díficil do que eu imaginava. (Uma ajuda externa, pelo menos pra mim foi indispensável)

E descobrir quem eu era, seria essencial, mas foram pequenas coisas que fizeram a diferença, não sabia que gostava tanto de andar de bicicleta, que me ajudaria tanto a lidar com a ansiedade, na verdade, exercício físico.

Pensando assim, lembrei que sempre tive um sonho de lutar Muay Thai, achava incrível o modo de luta do Sagat e muitos outros vídeos, o modo como o respeito era tratato. A disciplina.

Essa experiência de começar a treinar Muay Thai, posso dizer que foi uma das poucas na minha vida que foi o que eu esperava, que não tive uma diferença do que eu imaginava pro que seria, na verdade até melhor.

O que quero dizer é que muitas vezes temos a resposta do que pode nos deixar feliz, e pode ser mais simples do que nós imaginamos. O nível de prazer e alegria que nos traz, faz com que possamos viver melhor, para que a vida seja mais suave, mesmo no modo manual.

As vezes nos esquecemos que das pequenas coisas o mundo é feito, de sentir a brisa das 16h, aquele vento refrescante e a sensação de relaxamento.

De nos importarmos com pequenos grãos de areia que podemos levar e não com o castelo todo.

De encarar a vida e ter a percepção que podemos melhorar, não somente a paranóia que ronda toda essa geração, mas de melhorar o uso do nosso tempo, de como utilizamos e nos organizamos.

Coisas simples, que estão nas nossas mãos, soluções mais próximas do que imaginamos. Me coloco como exemplo vivi boa parte da minha vida com um celular na mão, nesse ponto específico, descobri que vivia, mas não sabia viver. Entende?

Não se trata de usar um aplicativo de agenda, notas, conversa, ssh, podcast, filmes, series e sim, como integrar essas soluções na vida, de forma que isto optimize seu tempo, sua organização. Que te faça um norte, para que sua bússula te guia no mar da vida.

Não se trata de tecnologia no final das contas, mas sim de como se usa os recursos que a vida de forma geral te dá. Que no mundo de hoje em dia são melhor refletidos em tecnologia.

Em diversas reuniões de um grupo de amigos - quando acontecia, claro - quando iamos marcar algo, a Cris pedia um minuto, olhava sua agenda no celular e dava a resposta, sem dúvida alguma aquele nível de organização me chamou atenção, hoje depois de alguns meses de terapia, tenho conseguido chegar a um nível embrionário disto.

Fico extremamente feliz, a organização de horários e uma rotina diária, que é batalhada todos os dias para ser cumprida e que no final do dia seja planejado o próximo é fantástico. Ainda existe muita estrada a ser percorrida, mas fico feliz que possa chegar mais perto de uma organização optimizada.

Não só de agenda, mas de anotações, possuo diversas notas no Google Keep e para mim fazia sentido usar ele, conforme fui vendo necessidade de recursos maiores, acabei optando por migrar para o Evernote, que apresentava recursos mais concisos do que o Google Keep e que seriam mais úteis.

A junção disto tudo, tem me proporcionado um bem estar interessante. Diminuido drasticamente o estresse e frustação. Resultados interessantes.

A vida no modo manual, sem piloto automático nos permite uma automonia maior e sem dúvida, uma digibilidade sensacional. Mais do que isso, organizando me sobra mais tempo e faço mais coisas, mais feliz.

Não é vergonha pedir ajuda, aliás engolir orgulho que te prende ou a dúvida que te atormenta, e ser abraçado recorfortantemente por algo que te dê esperança, é o que o coração procura.

Por isso viva!

Tenha pessoas que possam te recorfortar.

E o principal, seja essa pessoa de alguém, lembresse que você sempre tem a escolha do que repassar.

Um grande abraço.


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