Há tempos venho tentando expressar essa parte, nesse ano tudo parece o caos, a cada dia surpresas mais desagradáveis em um mundo que não tem muito o que se esperar, cada dia uma nova luta.

O que gostaria de ilustrar é o quanto esse caos, não é mais avassalador que o próprio tempo, uma palavra que representa algo impalpável, invisível e não comprável, mas que nos consome de modos inimagináveis. Sempre atrás do tempo… ganhar, transitar ou apenas correr atrás do tempo perdido, como um cachorro que corre atrás do próprio rabo.

Porém nenhum ciclo é mais duro e inevitável do que a sentença da vida, nos ocasionando despedidas nas horas mais improváveis, que por mais que a razão nos diga que é um ciclo que se fecha como tantos outros e que o seu prolongamento pode ser imensamente penoso ao portador, é sempre triste o vazio que permanece, o vácuo, o feliz som de um olá que não ecoa.

Esse texto se torna atemporal, uma vez que isso nunca se torna fácil ou agradável, sempre vão estar em todos os tempos verbais em meu coração.

Me despeço, desejando um mais que merecido descanso pela eternidade e que possamos festejar com alegria nosso reencontro no tempo não linear ou no paradoxo dos meus pensamentos.

Meus mais sinceros sentimentos, amor e lágrimas.